29.5.17

Compartilhando O trabalho de um percurso: DISSERTAÇÃO

Em 2014 entrei no tão sonhado mestrado e Psicologia Social Institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Assim, por extenso pq sonho a gente não resume, né?

Foi assim, suado, cansativo, exaustivo, possível, compartilhado, dedicado, curioso, desafiador esse processo. Eu estava há 9 anos loonge da universidade e tudo era novo. Passou e, por mais que saiba dos problemas que não consegui contornar no texto, na pesquia, me orgulho dele. 

Agora ele pode ser baixado da biblioteca virtual virtual da Universidade no link.

O título? Brechó, brecha, break: produção de subjetividade pelas práticas do vestir no Brechó de Troca. 

E Brechó de Troca para mim é maiúsculo. Minha maior conquista profissional. 

Todos os feedback são bem vindos!!!!

27.5.17

Série História de Brechó, vol. 3 - GARIMPORS

Hoje é a vez de a MÕnica contar para a gente como resolveu e como leva até hoje o seu Garimpo RS. 

Bom dia Helena!!
desculpa a demora, mas não estava muito inspirada anteriormente.
Vou te contar como surgiu o Garimpo:

O Garimpo surgiu em abril de 2009 como um brechó on line. Mas antes disso eu já vendia algumas peças novas e usadas para amigas e colegas de trabalho. 
Certo dia, vi na internet, uma reportagem sobre os brechós virtuais e achei o máximo. Não pensei duas vezes e convidei minha irmã para participar comigo. Alguns dias depois pesquisei como criar um blog e na mesma semana estava no ar. Na época, haviam poucos brechós neste formato e a forma principal de divulgação era através da troca de links, onde cada brechó ajudava a divulgar o outro. Tenho clientes e amigas que fiz desde o início do brechó até hoje.

Ainda utilizo o blog como divulgação mas com o tempo, o Fan Page e o perfil do facebook passou a ser uma forma mais rápida e prática de venda e troca de peças! Lembro que por volta de 2010 /2011 surgiu no Face o grupo fechado Bazar de trocas da Estilo (revista Estilo), onde só eram permitidas trocas. Lá conheci muito gente legal, algumas que tenho contato até hoje e fiz ótimas trocas também. O Bazar existe até hoje, mas como nem tudo são flores, com o tempo começaram a aparecer as "golpistas", que não cumpriam com o combinado e enviavam peças rasgadas, sujas, etc. Uma pena!!! 

Em 2011 também, fui convidada para participar de uma matéria no caderno Caderno Donna da Zero HoraDonna da Zero Hora sobre a nova onda dos brechós, onde apareci na capa, o que trouxe muita visibilidade para o Garimpo. 




O Garimpo surgiu como uma forma de tornar nosso guarda-roupa mais sustentável, sempre procurando repassar somente peças em ótimas condições, novas ou usadas, muitas de grifes conhecidas, o que não é o mais importante, porém são peças que sabemos da qualidade envolvida. 

Hoje, adquiro a maioria das minhas peças em brechós, tanto virtuais / facebook / enjoei quanto em brechós físicos em Porto Alegre (hoje temos opções excelentes por aqui). Tento comprar novas peças com o valor que adquiro com as vendas no Garimpo, o que nem sempre é possível, porém hoje gasto muito menos em roupas e sapatos do que antes de ter o brechó e tenho peças maravilhosas, adquiridas a maioria com preço bem mais acessível através dos brechós e bazares. Para finalizar, o Garimpo nunca foi minha principal fonte de renda. Nestes 8 anos de brechó mudei algumas vezes de emprego e terminei minha faculdade, mas o brechó manteve-se firme, sempre como um hobby, mas também uma renda extra ;-) 

Obrigada pela oportunidade!!
E desculpa se me estendi muito mas hoje acabei me inspirando para contar a história do Garimpo! 

Em anexo alguns looks com peças de brechó (jaqueta verde ellus, calça jeans forum (2ª foto), blusa seda ateen e calça jeans Le lis blanc (1ª foto), vestido Antix e cinto Via Uno (3ª foto). 

abraços e sucesso!!

(A gente também deseja sucesso pra vc Mônica, e para mais projetos que envolvam passagem de roupas usadas...)

11.5.17

BRICK DE DESAPEGOS ESPECIAL

Neste domingo o Brick de Desapegos estará especial para mim. Estarei duplamente participando. Juntamente com Claudia Porcellis AristimunhaMarta Fadrique e Marilia Verissimo Veronese teremos a arara do Coletivo Brecholentas, moda circular e ressignificada. E com Babi Andrade da Casa da Traça e Lú Retrô do Brechó Retro haverá um bate-papo sobre mercado de brechós. Quer mais? Teeeem!! Faremos uma exposição de acervos!! Muita história, memória, moda sustentável, cultura de brechós!!




24.4.17

Compartilhando Trabalho de Pesquisa

Quem acompanha meu trabalho sabe que sou pesquisadora no campo da moda, sujeito e suas produções no coletivo. Na última sexta-feira minha colega Michele Medrado apresentou texto nosso em evento na UCLA. 

Segue aqui fragmento de nosso paper que penso ser muito pertinente a visualização no dia de hoje que, para quem não sabe, é aniversário de uma tragédia: o desabamento de um edificio chamado Rana Plaza em Bangadesh onde fucionavam facções de produção da indústria textil. Foram 1129 mortos. 

Today April 24th is “Fashion Revolution Day”, what to observe?
Clothes and textiles are things that more than covering our bodies or helping us to negotiate or social positions and establish relationships; They can lead to distinct politics of space, nations and social realities, all tangled in a web of meanings whose visual expression circulates globally manifesting symbolic power and violence. On April 24 of 2013 Rana Plaza’s factory building collapsed and approximately 1,129 (a thousand hundred twenty nine workers died). Images of the tragedy circulated worldwide showing that sweatshop is an imperative kind of labor environment on the contemporary garment industry production.
Today is a day to remember each women's workerswomen's workers that bring their kids to the workplace and teenagers that sewed our entire wardrobe overseas working in dirty places, over 10-14 hours and earning an average of $ 100 monthly. It is the day to improve and sometimes rethink sustainable fashion practices, to realize the consumer role and the consumer society. It is the day to boost, and expand critics ideas of ephemerality, to enhance transformations of the fashion productive system acknowledging thatclothing is not only as a object with market value. Clothing are project of values, whose transnational relations among producers, distributors and consumers are marked by alienation and fragmentation. If we are looking for a revolution we must think on the women’s workers.

Segue link do evento para quem quiser saber mais. 

21.4.17

SÉRIE "HISTÓRIA DE BRECHÓ" vol.2 Maria Sem-Vergonha

A primeira postagem dessa série saiu dia 07 com o brechó Casa da Traça. Hoje o blog abre a página para o Maria Sem-Vergonha Brechó, o brechó com nome de flor, mas também de qualidade de melher determinada, que não se preocupa com a opinião alheia. Segue depoimento redigido por uma das sócias, a Solange. A outra é a Simone.


O Maria Sem-Vergonha brechó nasceu no dia 19 de março de 2009, ocupando o mesmo berço do Spazio Brechó, na Osvaldo Aranha.
Minha sociedade com a Simone se formou quando dividimos a ideia de abrirmos um negócio em conjunto, bem antes daquele ano.  Dentre as opções levantadas estava um brechó infantil, visto que poucos existiam na cidade, caracterizando uma oportunidade de negócio. Mas não poderia ser um brechó qualquer. Tinha que ser um parecido com o Spazio, para mim um modelo a ser seguido pelo fato de ser moderno, diferenciado.
Certo dia, olhando os classificados da Zero Hora eis que me deparo com o anúncio de venda do Spazio. Não acreditei e imediatamente liguei para a Simone. Sabia que aquela seria a a oportunidade das nossas vidas. No dia seguinte, lá estava eu negociando a compra do ponto com a Duce. Amor a primeira vista.
Assim, planejamos a nova loja contemplando produtos infantis e adultos, só para "meninas". Fizemos o Plano de Negócios e uma linda inauguração. Com o tempo deixamos de trabalhar com peças infantis. 
Minha formação é em Publicidade e Propaganda, e a da Simone é Magistério. Ambas tínhamos experiências no comércio. Eu particularmente fui criada dentro de uma loja e jamais imaginaria que minha maior satisfação pessoal pudesse estar à frente de um balcão, mas também usufruindo dos conhecimentos e experiência de quase 15 anos na publicidade.



Fecho com meus pitacos...
O Maria Sem-Vergonha também é um estabelecimento onde eu levei turmas de cursos de extensão sobre brechós. Minha escolha se deu pelo modo preciso com que a Solange e a Simone escolheram trabalhar. A seleção das peças de dá de forma organizada, uma vez ao mes, com agendamento de clientes. Elas tem critério e comprometimento com ele e para com suas clientes. Há um estilo claro na loja e o acesso é ótimo. O atendimento é excelente, respeitoso e cuidadoso. 
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