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26.3.17

ROUPAS E SEU DESTINO

Você já se perguntou para onde vão as peças de que voce se desfaz? Bem tracemos alguns caminhos possíveis, ok?

Você compra uma peça nova; ela custa um valor razoável, escolheu em uma loja que gosta e sabe que não foi fabricada por mão de obra escrava. Sente-se reconfortada por isso: está fazendo o possível dentro de seu universo para não manter essa cadeia terrível. 

Um belo dia cansa de usá-la. Tenta mais duas ou tres vezes, mas não lhe faz mais sentido. Resolve juntar com mais uma sacola de outras peças com o mesmo problema e leva a um brechó para vende-laas. Lá descobre que não é a única que teve a mesma ideia: é uma onda essa tal preocupação com o consumo de roupas e os brechós estão atulhados de desapegos. Então passa a roupa e mais duas para uma amiga e o restante envia para uma instituição de caridade. No caso das peças doadas para sua amiga terão o mesmo fim: algumas doadas para outras amigas e o restante para instituição de caridade. E depois? 

Dessa vez não citarei aqui as possibilidade regionais para o destino "final" dessas roupas. Agora compartilharei um documentário que mostra o melhor destino que sua roupa pode ter. Eu disse o MELHOR. Pq há possibilidade ainda piores. 


23.5.13

O espaço aqui é difícil: apresento vídeos e artigos e malho à beça. Bem, o blog é meu certo? Detesto o Manhattan Connection (acesse o vídeo); acho o Lucas Mendes, o âncora, o único sereno e contundente e não suporto o conservadorismo do Diogo Mainardi, que curte um caos boboca em suas proposições. 



Mas este programa trouxe algumas informações importantes. Mas ressalto: a forma como é tratado o assunto do excesso do consumo de vestuário é dado como de relevância máxima e, virando a página começam as abobrinhas. O assunto é sério, gera problemas ecológicos e sociais; jogar na bancada de um programa que, no mesmo bloco dá abertura ao documentário de uma loja de elogio ao consumo fútil, é no mínimo dar crédito à discussão do óbvio. 

A roupa barata tem seus custos sim. Que bom que o problema está chegando às diferentes mídias, mas há que se ter crítica! 
Roupa de brechó não precisa ser "trocado", costureira precisa cobrar preço justo por trabalho (chatíssimos) de ajustes e reformas e uma peça passada adiante não é resto, é sobra e precisa ter valor. 

Pense duas vezes antes de ENTRAR em uma megastore. Pense antes de FOLHEAR uma revista ou blog de moda. Chega de pasteurização no consumo do que se põe sobre a pele. O que te toca é tua história: que história tens pra contar?
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