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24.4.17

Compartilhando Trabalho de Pesquisa

Quem acompanha meu trabalho sabe que sou pesquisadora no campo da moda, sujeito e suas produções no coletivo. Na última sexta-feira minha colega Michele Medrado apresentou texto nosso em evento na UCLA. 

Segue aqui fragmento de nosso paper que penso ser muito pertinente a visualização no dia de hoje que, para quem não sabe, é aniversário de uma tragédia: o desabamento de um edificio chamado Rana Plaza em Bangadesh onde fucionavam facções de produção da indústria textil. Foram 1129 mortos. 

Today April 24th is “Fashion Revolution Day”, what to observe?
Clothes and textiles are things that more than covering our bodies or helping us to negotiate or social positions and establish relationships; They can lead to distinct politics of space, nations and social realities, all tangled in a web of meanings whose visual expression circulates globally manifesting symbolic power and violence. On April 24 of 2013 Rana Plaza’s factory building collapsed and approximately 1,129 (a thousand hundred twenty nine workers died). Images of the tragedy circulated worldwide showing that sweatshop is an imperative kind of labor environment on the contemporary garment industry production.
Today is a day to remember each women's workerswomen's workers that bring their kids to the workplace and teenagers that sewed our entire wardrobe overseas working in dirty places, over 10-14 hours and earning an average of $ 100 monthly. It is the day to improve and sometimes rethink sustainable fashion practices, to realize the consumer role and the consumer society. It is the day to boost, and expand critics ideas of ephemerality, to enhance transformations of the fashion productive system acknowledging thatclothing is not only as a object with market value. Clothing are project of values, whose transnational relations among producers, distributors and consumers are marked by alienation and fragmentation. If we are looking for a revolution we must think on the women’s workers.

Segue link do evento para quem quiser saber mais. 

20.8.12

Moda, uma política para (o) vestir


A roupa é produção simbólica do ser humano. Isso vale dizer que cada escolha que fazemos ao adquirir uma peça (no caso dos produtores acrescentaria o investimento do trabalho), usá-la e a escolha por descartá-la, está articulada com nossos valores, gostos e ao que somos. Se o estilista, a modelista, o cortador, a costureira e demais profissionais do setor são responsáveis pelo que chega às vitrines, nós, consumidores e cidadãos, também estamos implicados através de nossas escolhas, de como adquirimos o que vamos colocar em nosso guarda-roupa e o que vestiremos na rua. Foi a partir desta ideia que a Moda foi acolhida como Política Pública na Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura. Vestimos o que somos capazes de produzir, de criar, de nos responsabilizar; vestimos o que somos.
Agora, alguns dados. O Brasil é o 5º maior parque têxtil do mundo. Internamente, isto representa 13,15% dos empregos na indústria de transformação e cerca de 3,5% do PIB nacional. E estes dados não estão articulados ao Ministério da Cultura. Particularmente considero os números bastante expressivos. Mas para pensarmos no tema inicial, é preciso outros. Em Porto Alegre são quatro cursos de graduação em Design de Moda, inúmeros em nível de formação básica (no Senai cerca de oito constantes, e ainda vários em modalidade EAD no Senac, além de incontáveis em escolas privadas, desde acabamento, passando por chapelaria, corsetaria, marketing de vendas e de marca, alfaiataria, etc). E ainda: só neste ano a Campanha do Agasalho (do município) divulgou a arrecadação de mais de 94.000 peças.
Bem, onde esses números e dados se encontram? Na crítica e reflexão da articulação da inexistente política para uma economia criativa no setor da moda no Município com as mentes formadoras de mão-de-obra. Se de um lado o país é visto como referência mundial no setor, no Sul (faltam números, mas ousaria afirmar que no país todo) há também um excesso de produção em relação à demanda da população, que descarta um número expressivo de roupas em campanhas assistencialistas sem valor simbólico (mas necessária ao problema sazonal de extremo frio). Bem, profissionais não faltam para criarem soluções de acesso à moda, resoluções para o problema do descarte, transformação das peças. O fato é que Porto Alegre mostra-se tímida e conservadora para lidar com seu potencial. Precisamos vestir. Que seja então de forma criativa, rica em ideias, em generosidade com quem necessita e bela como seu por do sol inigualável. É necessária a implementação urgente de observatórios de demandas do setor (de acesso à moda, do número de profissionais, do descarte, dos resíduos, etc) para, enfim, propor a criação de uma Política Pública ligada à economia criativa (não necessariamente à indústria criativa, mas principalmente ao setor da Cultura somando seu potencial aos demais projetos).
Nossa cidade é conhecida como berço de grandes mentes e ideias. Não vamos deixá-las cruzar fronteiras por falta de iniciativas coletivas e esforço público para manter seu trabalho com raízes porto-alegrenses. Queremos vestir a elegância com uma bandeira daqui. Que nossos profissionais levem ao mundo a diversidade que puderam demonstrar em seus trabalhos férteis na nossa Porto Alegre.

20.11.10

Fonte: www.ecodesenvolvimento.org.br

Confira o passo a passo da transformação da garrafa PET em tecido:

1º - As garrafas Pet são recolhidas por catadores e enviadas em fardos para a reciclagem.

2º - Depois de passar por um processo de seleção, lavagem, moagem e secagem, o Pet resulta num produto chamado Flake.

3º - O Flake é fundido à 300ºC e filtrado para eliminar resíduos sólidos, pedras e metais.

4º - Depois de resfriado com água, o Pet é granulado (formado um material chamado de “chip”) e misturado.

5º - Depois de misturados, os chips passam por um processo de extrusão à 300ºC, transformando-se em pasta, e são enviados para uma bomba, passando por microfuros, onde são lubrificados e reunidos em tambores.

6º - Saindo dos tambores são reunidos e passam por um processo de estiragem e termofixação.

7º - Depois da termofixação, as fibras saem molhadas, passando em seguida por um secador.

8º - Depois de secas, as fibras passam pelo processo de carda.

9º - As fibras são enfim embaladas em fardos, prontas para suas diversas transformações.

nossa moda só pra gringo ver

http://www.geovafashion.com/index.htm

FICO PUTA PQ ESSAS COISA MARAVILHOSAS NÃO SÃO VALORIZADAS AQUI!!! DESDE O OURO, O PAU-BRASIL E OUTRA RIQUEZAS ACONTECE ISSO: EXPLORAÇÃO DO QUE TEMOS DE MELHOR! QUE GEOVÁS PARA VENDER NAS NOSSAS BOUTIQUES!

2.11.10

Puchando pra cá ou puchando pra lá: Salomé dá moda

Semana passada foi o lançamento da coleção de verão da A La Pucha (www.alapucha.com.br). Conheci a marca pouco antes do penúltimo Donna Fashion Iguatemi. Neste evento foi um encontro inesperado de Helenas: uma colega da adolescência me apresentou a A La Pucha que, além das outras três (Letícia, Paula e Simone) sócias e criadoras tem a Helena. Na foto eu e minha xará.


Foto: Daniel Grecco

Fui lá conferir.

A marca tem vendas basicamente pela internet. O que acho interessante é que não é o que se espera deste tipo de compra. Muitas lojas virtuais possuem peças simples em modelagem e outros aspectos criativos. Quem vai se arriscar tanto sem poder oferecer ao cliente a possiblidade da experimentação?
A La Pucha é criativa. São peças perfeitamente "usáveis", mas com a marca pessoal da jovialidade. É isso: A La Pucha é leve. As novas peças ainda não estão no ar. O que se vérá em breve é a leveza do verão associada à suavidade das das estilistas. Não esperimentei as peças, mas acredito no bom caimento. Musselina, tecidos finos e leves e difíceis de trabalhar.
Ainda não tinha visto nada ao vivo, então aproveito para dizer que o último inverno são pra lá e pra cá fofíssimos! A composição de estampas, a escolha do toque quentinho legitimam o elogio A LA PUCHA TCHÊ! Os cortes inteligente mostram, para quem aposta na marca, que ali há um corpo com história para contar.
Alguns já sabem o quanto sou avessa à lojas de departamento para dar conta da moda do dia a dia. A La Pucha nos indica uma moda fácil, mas não óbvia. O valor é acessível para quem quer moda prèt-a-porte com um ar fresco, quase divertido.

27.10.10

Lançamento da Camisaria Ondina

Já falei aqui da Greice Antes, certo? Conheci o trabalho dela nessas furungadas da vida. Bem, sábado a Greice ampliou horizontes. Além de manter ser nome vinculado à produção de moda portoalegrense, a estilista lançou Camisaria Ondina, visando um mercado específico. Mais comercial, objetiva chegar ao público de forma mais simples: nas lojas. Em seu atelier continua atendendo os clientes de forma pessoal, o que nos lembra que criar é preciso, é vital.
Na Camisaria Greice deixa seu dedo em vários detalhes. A começar pelo conceito: a partir da obra de artista gaúcho (fico devendo o nome até falar com a Greice) ela imagina a mulher sereia que se veste da cintura para cima. As peças são blusas, camisas e camisetas. Minha interpretação pessoal: da cintura para baixo somos únicas, míticas; lá está o feminino, e lá Greice respeita cada cliente e suas escolhas de jeans, saia, calça, bombacha...
Sobre as peças: tricoline strech, algodão puro, malha modal, cetim, renda. Devo ter esquecido algo, é claro. Bastante modelagem, desenhos e recortes variados e marcantes (mas não extravagantes). Branco (amoooo), preto, marinho e branco, verde oliva, um verde mais claro, rosa antigo, coral, roxo e outros. A gente também pode optar a cor das peças segundo uma cartela disponível. O acabamento é ótimo para prèt-a-porte. Uma mini-sereia adorna como etiqueta (sem sê-lo) cada peça: um mimo! O estilo de Ondina é para todas nós. Foi o que a estilista pensou: oferecer um pouco do que ela imagina de mistério de cada uma de nós; e traduz isso como moda atemporal. Eu usaria, minha mãe e minhas amigas. Quem sabe a filha menina que eu não tenho e minha avó também.
Ao lado da arara o quadro da sereia. A anatomia de uma mulher-segredo. Lá no atelier da Greice alguns segredos meus se desvendam em Ondina.

6.10.10

ronaldo brasileiro fraga

Então, um tempo após a visita ao Brasil Rural fui dar uma olhada nos desfiles que me interessam das fashion weeks (muito poucos aliás). Como sempre o Ronaldo Fraga me emocionou.

Mas dessa vez mereceu um post.

Todos os dias a gente é bombardeado de informações na família, no trabalho, na rua e o filtro nem sempre é o melhor (aliás tema de uma interessante coleção da Isabela Capeto). Pois o Ronaldo (olha a intimidade, hahahaha) me encanta nisso inclusive. Percebi que ele pode unir o aprendizado que teve ministrando os cursos/oficinas pelo projeto, com sua cultura pessoal e consciência social.

Resultado: coleção verão 2011 "Turista Aprendiz"




Para começar a exaltação de Mario de Andrade já é de muito bom gosto. A semana de arte moderna é pouco falada como expressão cultural no dias de hoje.
Ele se compara ao artista na sua produção. Em seu blog diz que Mário "Bebeu e comeu cores e nomes" (http://ronaldofraga.com/blog/?m=201006). Ronaldo o faz também.

Não se joga uma experiência dessas no lixo. Não se abusa da experiência para lucrar com isso. A crítica comenta que a coleção enfraqueceu sua imagem (http://ffw.com.br/desfiles/sao-paulo/verao-2011-rtw/ronaldo-fraga/home/) e que não emocionou os convidados. Bem, sinto muito para quem não acompanha a intensidade do artista...



Penso que este artesanato nordestino que inspirou Ronaldo é maior do que sua trajetória. Poucos têm a humildade de admitir algo assim.
O desfile foi um grande esforço de mostrar nosso potencial de manufatura e a relevância mundial desse tipo de produto. Foi também uma lembrança de que somos brasileiros e que Mário nos lembrou disso através de seu livro-diário-de-viagem.

Na moda do tema sustentabilidade é preciso lembrar: só se sustenta aquilo que é eterno, durável: a pureza dos nobres materiais, a paciência da manufatura, a cultura que se produz com esse conhecimento técnico e artesanal,o reconhecimento disso tudo.

TALENTO NOSSO

Este ano Porto Alegre sediou um dos eventos mais interessantes a que pude visitar. De 13 a 16 de maio último os armagens do Cais do Porto do meu Porto Poá se abriram para 350 empreendimentos familiares de todo Brasil Rural.
Dá para imaginar esse recorte? 350 representantes de toda área rural desse Brasilzão em um só local?
Deixe-me dar uma descrissão e parar com essa descrisão apaixonada e pouco precisa da importância de eventos como esse.



No nosso estado, por exemplo, de toda produção rural, 86% da produção (ainda não fizemos reforma agrária, lembram? isso quer dizer que há muitos espaços improdutivos ainda!!!!) vem da agricultura familiar.

Não tenho aqui os dados sobre a representatividade no PIB nacional. Entretanto o mais importante para mim neste momento é ressaltar quanta coisa sai dessa produção e eu, tu, nós moradores de metrópolis não tomamos conhecimento. São produtos manufaturados, com excelência em criatividade, em pureza (o algodão puro, o linho fibrado, a lã 100%) e brasilidade. São comunidades onde a influência externa ainda não afetam o trabalho ao ponto de descaracterizar o sentimento de ser sertanejo, gáucho, caipira, enfim, o Homem do campo.

A produção do evento já apontava o caráter de esforço para tornar visível o potencial do Brasil Rural: um imenso deck com praça de alimentação 1000000000X melhor do que QUALQUER shoping center de capital (gente educada, conversa rolando solta, excelente e saudável comidas e bebidas e, para completar, o visual de um dos mais expressivos pôr do sol do mundo); e ambientes belos, atrativos, sacolas em algodão para carregar nosso consumo da feira.

Cada pavilhão comportava um tipo de produto. Havia o divertido pavilhão dos alcoólicos (nunca vi tanta cachaça cheirosa!), o dos comes. Um deles travia alguns procutos de higiene e derivados (sabonetes, por exemplo), decoração (tapetes, cestos, etc) e um núcleo de moda. Ah, o núcleo...



No meio do pavilhão um "subpavilhão" todo branco, com vitrines viradas para a parte interna do pavilhão. Confuso? Lá não me pareceu. Não sou capaz de descrever melhor...

Lá dentro coleções elaboradas com os mais puros materiais. Não apenas o linho, algodão e lã, mas também fibras de frutos e caules vindos dos cantos mais remotos do país. Colorações ímpares feitas com tintas que nunca vi igual. Não é exagero: tecnologia é a possibilidade de criar soluções novas independente das ferramentas que se tem.

A criatividade não deixa a desejar qualquer criador de semana de moda ncional ou internacional: são modelagens, cortes, recortes incríveis. E o acabamento é perfeito. Mãos brasileiras, acostumadas à exigência da "Casa Grande" e por isso produzem a excelência do ponto a mão, do bordado com acabamento invisível. Para mim, criada dentro de lojas de tecido e observando criticamente as golas tortas de vitrines do Iguatemi, esse critério é essencial.




Saí de lá feliz. Satisfeita por ter tido acesso a tal produção. Fui atrás de mais informação. Descobri que as marcas (ou grupos familiares ou comunidades) que estavam expostas na feira (particularmnte me debruço na seção de moda) fizeram parte do projeto/concurso Talentos do Brasil (http://portal.mda.gov.br/portal/saf/programas/talentosdobrasil). A iniciativa é um projeto de política pública para valorizar a identidade cultural, promover a geração de renda. O foco é o MERCADO!! Resalto isso porque é uma das ações deste projeto que desejo focar neste post.


O programa oferece oficinas com desiners, especialistas em modelagem, tinturaria, enfim, técnicos renomados que auxiliam estes grupos a agregar valor ao produto que fazem. Acho graça chegar no Ceará e pagar 15 pila por uma blusa rendada que demorou horas para ser feita a mão. É desonesto, é desvalorizar o que foi produzido. O conhecimento dá liberdade, independência.

Nomes como Jum Nakao, Ronaldo Fraga e outros (não tenho toda a lista, pois não consta hoje no site) viajaram por recôncavos brasileiros para ministrar cursos das áreas na qual são expoentes.

-http://www.jumnakao.com.br/tlntsdbrsl.html
-http://ronaldofraga.com/blog/?m=201006

O que foge ao universo fútil da moda é a disponibilidade para ver E olhar a beleza e o trabalho estético e técnico em locais improváveis. Não existem políticas regionais de incentivo ao bem vestir. E quando digo bem vestir expresso a possibildiade do autêntico como apresentação estética.

O Brasil pode mais do que ampliar a rede de lojas de departamentos, atacados em centros de compras (25 de maio/SP, Saara/RJ). Lojas Mariza têm históricos de más condições para suas costureiras. Outros já partem para a importação de produtos chineses fabricados por mão de obra escrava.

A relação com a moda pode ser de tantas formas. Defendo que a vida já é por demasiado difícil (sem dramas, ok?) para nos darmos o luxo de fechar os olhos ao belo.

Uma ideia do que pode ser ver no projeto (catálos on line):
http://www.cooperunica.com.br/portal.cgi?flagweb=homepage

12.5.10

Para repartir (como está escrito no sub-título deste blog)

maria rosane pereira disse...

Helena, adorei esse teu artigo. Eu sempre quis saber por que diziam que Paris (como Milão) era uma cidade que exportava moda para o mundo. Até que quando cheguei lá, entendi. As pessoas usam tudo, e ninguém se importa em vestir um casaco da bisavó, mesmo que cerzido na manga. Nada a ver com moda ´´retrô´´, é gostar do que é belo, porque a beleza é atemporal. A amiga mais ´´chique´´ que eu tenho em Paris, foi a uma festa ´´gala´´ comigo. Ela vestia uma roupa de 1958, linda, que sua avó lhe havia dado de presente. Todo mundo curte brechós. Troquei com ela muitas roupas, que até hoje uso e adoro.
É isso, teu brechó de troca é uma bela ´´pontuação´´, uma bela interrogação sobre o que é hoje em dia a ´´comunidade feminina´´. Mas claro, é muito mais do que isso.
Voltando ao desfile, cheguei a vê-lo, obrigada.
Beijo
Rosane

Quando encontro reverberação do pensamento antes, durante e depois de virar trabalho (consequentemente palavra)sempre procuro repartir. Tenho essa alegria infantil!!
Mas devo prometer-me escrever também aqui as lindas histórias que tenho ouvido sobre os diferentes modos de vestir das pessoas. (eu e minhas promessas)

Helena, pq isso é um blog: algo pessoal em suas divagações ;-)

8.2.10

em 07/02 eu li e reparto

"As pessoas não querem mais serem ditadas pelas tendências, elas querem ter a liberdade de interpretá-las." Thereza Duarte

muitos outros me pipocaram
sem promessas: em breve

22.1.10

a partir da provocação de minha amiga priscila ribas






Nunca me considerei aventureira.
Este exercício exige desprendimento. Não sou fresca, mas tenho minhas frescuras. Manias que carregamos e nos deixam menos desprendidos. Mas depois de Einstein assumiu-se a perspectiva. Associado à proposta freudiana de análise como responsabilização do desejo, de nossa própria vida, passo à perceber este Projeto de Moda nada modesto.
Channel inventou a bolsa à tira-colo. Alguém (desconheço quem) aproximou nossos pertences ao corpo (costas) criando a mochila. Mas, para mim, nosso modo de vestir é canguru. Nosso estilo se compõe com o que somos. Nosso vestuário é nossa maneira de estar no mundo; a apresentação de nossa perspectiva do que a humanidade criou acerca de valores e conceitos.
Cada um de nós absorve o pudor de forma diferente. Foi esta invenção valorativa que nos impôs a roupa. Associada, é claro à proteção para as intempéries. Eu tenho, como todos, meus pudores. Entretanto quem me conhece sabe que sou um livro aberto: meus sentimentos são facilmente percebidos pelos que me rodeiam.
Para sustentar as primeiras idéias acima mostro meu closet: aberto. Não somente para este post, mas de fato não há portas, somente a do quarto.
E é assim que eu faço meu Brechó, é assim que me visto, assim que escrevo estas linhas: de um jeito quase canguru; como não posso carregar tudo, ao monos vejo tudo o que sou para simplificar as coisas. Não escondo nada.
Este é meu espírito aventureiro. Deixar à mostra minha relação com o vestir, com as pessoas, com o mundo.
A ilusão fica até engraçada: reparem quantas roupas brancas - minha fantasia de que é possível ser sempre tudo claro e simples. Conta outra...

foto 5: visão total (parede à esquerda "decorada" por meu filho qaundo era menor)
foto 4: a tal parede + mesa recém pintada + bolsinha de palha (uma das minhas muitas de mão) + a sapateira muuuito bagaceira de chinelos e tênis do meu Guri
foto 3: camisas + blusas + blusinhas...
foto 2: meu casaco predileto
foto 1: o vestido "consagrado" pelo blog

27.12.09

MODA É MITO.
RESTA-NOS TORNAR SUAS IMAGENS CRÍVEIS.

25.9.09

UMA MATEMÁTICA?

símbolo + imagem = significante
símbolo + conceito = significado

por uma moda com mais imagens, menos conceituadas


somos máquinas de significados
somos máquinas de produção de sentido

CONSUMO DE MODA É REDUNDÂNCIA

A moda só existe se consumimos mais do que usamos.
que bom

MANUAL PRÁTICO DE ESCOLHA DE UM VESTIDO


Vc precisa de um vestido para uma festa que é importante para vc. Vc JURA QUE NÃO TEM NENHUM no guarda-roupas e quer comprar um para durar, para ir a várias festas.
Pergunto essa imagem lhe causa que impacto? Tente imaginar o que compraria/confeccionaria (leia-se costureira) a partir dessa imagem de estímulo?
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